A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que incluem renegociações, voltou a descer em Fevereiro, depois de em Janeiro ter interrompido uma sequência de 14 meses consecutivos, cifrando-se em 3,17%, segundo o BdP.
A taxa de juro implícita no crédito à habitação caiu em Fevereiro pelo 13.º mês consecutivo, para 3,830%, valor mais baixo desde Junho de 2023 e uma descida de 15,4 pontos base face a janeiro, divulgou hoje o INE.
O montante dos novos contratos de crédito à habitação recuou 567 milhões de euros em Janeiro, para 1.522 milhões, tendo a taxa de juro média estabilizado nos 3,22%, após 14 meses consecutivos de queda.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação diminuiu em Setembro pelo 11.º mês consecutivo, para 3,47%, enquanto a dos novos depósitos a prazo recuou pelo 9.º mês seguido, para 2,55%.
A taxa de juro implícita no crédito à habitação caiu pelo oitavo mês consecutivo em Setembro, para 4,362%, mas manteve-se acima do valor homólogo do ano passado, de acordo com o INE.
O Banco Central Europeu decidiu reduzir a taxa de juro diretora em 25 pontos base para 3,5%. Pouco depois da publicação, o euro valorizou face ao dólar americano.
Os novos empréstimos à habitação com taxa de juro mista, fixa num período inicial e variável no período seguinte, representaram em Abril o peso recorde de 75% do total contractualizado nesse mês - BdP.
Tudo indica que o primeiro corte vai mesmo acontecer na Zona Euro antes de nos EUA. Os mercados monetários estão a prever uma probabilidade de quase 95% de o BCE cortar as taxas em 25 pontos base na reunião de 6 de Junho.
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação diminuiu pela primeira vez desde Março de 2022, para 4,641% em Fevereiro, avança o INE.
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 4,657% em Janeiro, o valor mais elevado desde Março de 2009, traduzindo uma subida de 6,4 pontos base face a Dezembro - INE.